segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como você ama?


Amor, uma palavra amplamente conhecida por todos, amplamente discutida, amplamente vivida e também, por mais contraditório que possa parecer (ou não), amplamente odiada.

Mas o que causa toda essa aura em torno de uma palavra tão simples?

No dicionário, o conceito de amor: 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrém. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada por laços de família. 4. Inclinação sexual forte por uma pessoa. 5. Afeição, amizade, simpatia.

Então vamos por partes, analisando cada um desses conceitos de forma breve (ou não), para tentar chegar a alguma conclusão final.

1.

Esse conceito soa-me como uma forma bem definida de carinho, em que você deseja acima de tudo o bem estar, o conforto e a felicidade da pessoa amada. eu vejo como apenas uma parte do amor que pode ser sentido por alguém, pois pode estar relacionada ao afeto de modo geral, que você sente tanto por amigos, familiares e companheiros.

2.

Pensando que isso varia de pessoa para pessoa, imagine alguém que faria absolutamente tudo pela felicidade da pessoa amada. Parece um pouco doentio? Por mais que pareça, é uma forma de amor, uma forma de amar. Claro que não precisa ser uma dedicação total e indiscriminada, que sobreponha a racionalidade de forma que você faça absolutamente qualquer coisa pelo amor ao próximo, mas sim na questão de fazer tudo que estiver ao alcance, como se afastar da pessoa devido ao mal que sua presença causa a ela, ou então fugir com a pessoa amada para um lugar aonde possar ser felizes (like a adolescent love), ou também arranjar um emprego e resolver casar e ter filhos. Num outro ponto de vista, seria ajudar sua família nos momentos de dificuldade, ou ajudar seu amigo a conseguir terminar um projeto que ele tanto almeja.

Essa forma de amor é derivada da primeira, se bem analisarmos, pois muitas vezes (não todas, é claro) ao desejar o bem de alguém, você se sente no dever de ajudá-lo a ficar bem.

3.

Para alguns é a forma mais pura de amor. O amor ditado por laços familiares é, na maioria das vezes, o que pode se chamar de amor puro. Ele chega sem pedir licença, floresce e permanece. É uma união que ultrapassa a barreira do sangue. Ele engloba as duas primeiras formas do amor de forma quase incondicional, sem esperar retribuição. É apenas amor.

4.

Tem gente que não consegue encontrar laços entre amor e sexo, mas pensando bem é o principal conector entre um casal. Duas pessoas que se relacionam intimamente, sentem atração carnal uma pela outra, acabam se conhecendo a cada movimento, sem que nenhuma palavra seja dita, de forma poética, como se ao conectarem seus corpos, tivessem conectado também suas mentes, suas almas. É difícil imaginar alguém que ame seu parceiro e não o deseje sexualmente, pois o sexo é o ato da consumação do amor, onde o eu interior encontra o êxtase da paixão em sua forma física.

5.

É o amor sentido pelos amigos. O companheirismo que podemos contar a todos os momentos, felizes ou difíceis de nossas vidas. um laço semelhante ao da família, mas que ao contrário desta, pode ser escolhido, mas muitas vezes apenas acontece.


Após essa analise superficial de conceitos sobre o amor, o que podemos tirar de proveitoso disso tudo?

Eu acredito que o amor pode ser sentido de várias formas, em diferentes modos e intensidades, variando de pessoa para pessoa.

Há quem consiga amar alguém de longe, e também quem não consiga viver longe de quem ama.

Há quem faça tudo por quem ama, mas também existem os que não são tão pró-ativos.

Há quem veja o amor por um companheiro como algo totalmente ligado ao sexo e a troca de carícias, mas outros que vêem como algo mais "natural" e afetivo.

Com essas breves conclusões, qual a sua forma de amar?

Abraços, Augusto Tontini Triana.